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terça-feira, 1 de março de 2016

AMOR DESINTERESSADO

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A convivência pode tornar o animal de estimação parecido com o dono? No livro Cara de um, focinho do outro, o psicanalista e veterinário Marcos Fernandes revela que os animais interagem com seus tutores mais do que eles possam imaginar. Dessa relação, é comum animais acabarem apresentando doenças ou comportamentos semelhantes aos de seus tutores – fenômeno explicado por Marcos Fernandes por meio do que ele chama de campos morfológicos.
Nos dias de hoje, dizer a um tutor que seu animal de estimação se parece com ele é um grande elogio. A força do amor, da afetividade e do companheirismo dos bichos, especial­mente os de estimação, é extremamente benéfica para as pessoas. Há inúmeros trabalhos científicos que ilustram o quanto eles fazem bem para a saúde, diminuindo riscos de infarto e hipertensão, bem como auxiliando os pacientes autistas.LC_strip_42151_0_web
Acostumado a ouvir em consultório relatos emocionados de casos de cura de depressão, síndrome do pânico, ansiedade e falta de motivação em que a presença do bichinho fez toda a diferença para sua recuperação, o psicanalista e veterinário homeopata Marcos Fernandes revela na obra Cara de um, focinho do outro, publicado pela Butterfly Editora, que os animais interagem com seus tutores mais do que eles possam imaginar.
Para esclarecer essa relação afetiva, o autor lançou mão da psicanálise. Ao longo dos capítulos, ele expõe várias modalidades de amor projetadas pelos tutores em seus companheiros animais e aborda semelhanças emocionais e físicas entre eles. Dessa relação, é comum animais acabarem apresentando doenças ou comportamentos semelhantes aos de seus tutores – fenômeno explicado por Marcos Fernandes por meio do que ele chama de campos morfológicos.
Ao responder a questões como:
“É possível saber quem é você analisando as características do seu animal?”
“Por que eles se parecem tanto conosco?”
“Em todas as relações existe essa semelhança?”
“Por que estimamos tanto um ‘serzinho’ que não fala, que não nos repreende e dificilmente reclama?”
O autor quer estimular o debate sobre essa conexão multiespécie.
“Entendo que a compreensão da relação entre homem e animal é essencial para que possamos entender como as pessoas influenciam nas doenças dos animais, minimizando-as ou potencializando-as. Sem essa compreensão, os animais doentes acabam peregrinando de veterinário em veterinário sem ter seu sofrimento minimizado. Muitas vezes, por causa da falta de entendimento de que a questão não está exclusivamente no animal.”
Sobre o autor: Nascido na cidade de ­Mococa (SP), Marcos Fernandes formou-se em Medicina Veterinária pela Unesp em 1992. No ano seguinte iniciou a atividade como clínico de cães, gatos e aves ornamentais, profissão que exerce até hoje no bairro da Mooca, em São Paulo. Em 2005 tornou-se mestre em Medicina Veterinária pelo Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Em 2015 concluiu a formação em psicanálise e, em seguida, fundou o Consultório PSICAVETH (psicanálise, veterinária e homeopatia). É comunicador, apresentador, consultor veterinário em programas de rádio e TV, escreve para revistas e é palestrante em cursos e congressos de medicina veterinária e psicanálise.

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